NA terra em que o amar não bate,
não bate o meu coração.
O mar onde o céu flutua,
onde morre o sol e a lua
e acaba o caminho do chão.
Nasci numa onda verde.
Na espuma me batizei.
Fui trazido numa rede.
Na areia me enterrarei.
Ou então nasci da palma.
Palha da palma no chão.
Tenho a alma de água clara.
Meu corpo espalhado praia.
E o mar na palma da mão.
MAs o mar não é todo mar.
Mar que em todo o mundo exista.
O melhor é o mar do mundo.
De um certo ponto de vista.
De onde só se avista o mar.
...
É por isso que é o azul,
cor de minha devoção.
Não qualquer azul, azul...
De qualquer céu qualquer dia.
O azul de qualquer poesia
De samba tirado em vão.
...
é a cor que lá principia
e que habita em meu coração.

música de gilberto gil, o mar
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